












les são tão bonitinhos que você provavelmente nunca os imaginou se masturbando. (Se imaginou, convenhamos, você é um pouco estranho.) Mas é fato: assim como outros mamíferos e roedores, os esquilos se masturbam. E não são nada discretos, vale dizer: a zoóloga Jane Waterman, da Universidade da Flórida (EUA), passou cerca de 2000 horas observando a cópula dos bichinhos na Namíbia, na África, e os presenciou inúmeras vezes sentados na frente de outros esquilos, estimulando o próprio pênis com as patas e até com a boca. É, hardcore.
sentido como algum tipo de sinal para machos rivais ou para as fêmeas, segundo as observações discretas da especialista. O que a levou à teoria de que os esquilos – que, por sinal, são bem-dotados (só os testículos dos bichinhos têm cerca de 20% do comprimento total de seu corpo; o; quer ver?) – podem usar a masturbação como uma forma de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis.O escritor Anthony Burgess, um joyceano de carteirinha, escreveu em Homem Comum Enfim: “Joyce tinha uma ambição: escrever um romance moderno não apenas para rivalizar com as obras clássicas, mas também para contê-las. O épico clássico era expansivo; o drama clássico era contrativo. Homero abrange céu, terra, o mar e uma grande fatia de tempo; Sófocles se atém a um pequeno espaço e restringe a ação a um único dia. E assim Joyce se atém a Dublin em 16 de junho de 1904, mas também usa o delírio e a imaginação para conter grande parte da história humana e mesmo o Fim do Mundo. O épico e o drama gregos estão encerrados na estrutura de um romance burguês moderno.”
Todos os recursos da ficção moderna – o discurso interior, a mudança contínua da narrativa da terceira para a primeira pessoa, a fragmentação da estrutura linear do romance e a consagração da sátira como gênero literário maior – foram inventados nesse livro. James Joyce passou sete anos escrevendo Ulisses e penou para publicá-lo. A primeira versão integral foi editada na França, em 1922, depois que editoras americanas e britânicas consideraram o original pornográfico. A Justiça dos EUA só permitiu a publicação integral em 1933. A Inglaterra, três anos depois. A razão é que os personagens falam como pessoas comuns, com muitos palavrões.
A comemoração do Bloomsday começou em 1924, quando amigos ofereceram uma festa ao escritor, que estava com problemas de visão e vivia em dificuldade. Apesar disso, Joyce havia se lançado em um empreendimento ainda mais ambicioso: Finnegans Wake, um catatau literário transcorrido na mente adormecida do protagonista. Em 1954, a festa passou a ser regular em Dublin, com fãs se reunindo para beber e celebrar. Hoje, o Bloomsday é comemorado em Nova York, Washington, Melbourne, Sydney e até São Paulo. Você pode começar a festa pela leitura de Ulisses, que exige atenção mas não é intransponível.
Fonte: Revista SuperInteressante